Projeto Segway Postado por em Robótica, Segway

Meu curso é Ciência da Computação, não tem nada relacionado à mecânica e muito pouco a eletrônica. Mesmo assim, considero-me um engenheiro da computação frustrado, uma vez que não pude fazer já que este curso não tinha na minha cidade natal. Mas isso não vai ser o problema. Com força de vontade e coragem na mochila, é hora de começar a sonhar com o projeto!

O Plano

O plano é desenvolver um veículo inspirado no Segway de baixo custo. Um Segway custa em torno de R$ 20.000, o que é algo bem distante para a maioria dos brasileiros como eu. Para alcançar esse objetivo, vou usar tecnologia open source e alguns materiais reciclados – desde que estes não comprometam o que vislumbro para o projeto.

Teoria

Segway Comparação

Matematicamente falando, não há muita diferença entre uma pessoa em um Segway, um equilibrista em um monociclo e um bastão na palma da sua mão – ambos seguem o mesmo princípio do Pendulo Invertido.

O pendulo invertido não é algo relativamente simples. Seus cálculos são complexos e irão exigir certo estudo para sua aplicação, mas não iremos abordar isso por enquanto.

Mecânica

A parte mecânica é algo que realmente me preocupa. Não tenho nenhum embasamento e provavelmente vou ter muita dificuldade. Vou falar com o Sérgio, um grande amigo meu, para ver se ele topa me ajudar. Fiz uma pesquisa e descobri que o Solidworks é um programa bastante utilizado para modelagem 3D, então, vou começar a brincar com ele para ver se consigo desenhar as peças.

Componentes Básicos

Fiz uma vasta pesquisa pela internet e vi os projetos que já foram desenvolvidos. Basicamente, um Segway conta com uma estrutura metálica, dois motores, dois sensores (giroscópio e um acelerômetro), dois controladores de motor e as baterias. Vou pesquisar mais sobre o assunto e decidir quais desses componentes vou utilizar.

O novo boom de startups Postado por em Bookess, Negócios, Pessoal

Matéria da revista Exame, falando sobre empreendedorismo:

Portal ExameO ano era 2004, e quase ninguém da família de Marcos Passos, então um garoto de 15 anos de idade da pequena São Francisco de Itabapoana, no interior do Rio de Janeiro, entendia direito o que ele tanto fazia, todos os dias, horas a fio em frente ao computador. A mãe achava que o filho perdia tempo demais com joguinhos. A tia temia que o sobrinho fosse um hacker perigoso. Até que, certo dia, um envelope chegou à casa dos Passos, endereçado ao jovem Marcos. Dentro dele havia um cheque de 2 000 dólares do Google. “Estão vendo? Eu não fico sem fazer nada o dia inteiro!”, disse o garoto à família. Dois anos antes, aos 13 anos, ele havia começado o que seria seu primeiro empreendimento: um site sobre desenhos animados japoneses. No auge, a página teve 35 colaboradores, esteve entre os 50 sites mais acessados do país e era rentabilizada mensalmente com anúncios patrocinados. Em 2007, já na universidade – e um tanto entediado com os desenhos japoneses -, Passos decidiu inovar outra vez. A ideia do novo negócio veio durante uma viagem. “Esqueci meu livro em casa e percebi que a única alternativa para continuar lendo era comprar outro”, diz. Foi quando ele começou a desenvolver um serviço de publicação de livros digitais. O empreendimento, uma mistura de editora com biblioteca, logo chamou a atenção de investidores. No ano passado, Passos recebeu um aporte do grupo de investidores Floripa Angels, e se mudou para a capital catarinense, de onde comanda a Bookess.

Recomeço

Aos 21 anos, Passos é o símbolo de uma nova onda para o empreendedorismo digital no país. As startups tecnológicas brasileiras não atravessavam um momento tão agitado desde os idos tempos da bolha da internet, no final da década passada. O Brasil entrou no radar dos maiores fundos de capital de risco do mundo, os mesmos que ajudaram a transformar ideias como Amazon, Yahoo!, Google e Twitter em nomes conhecidos e admirados mundialmente. Ainda é difícil contar essa história em números, seja de companhias emergentes ou de investimentos realizados, pois muitos negócios são pequenos e outros operam em silêncio antes de apresentar-se ao mercado. Mas os indícios estão por toda parte. Em agosto, Matt Cohler, conselheiro especial do Facebook e sócio do fundo Benchmark, que tem investimentos em mais de 150 companhias, entre elas o eBay, esteve no Brasil para conhecer empresas em estágio embrionário. O Bessemer Partners, um dos primeiros fundos de capital de risco dos Estados Unidos, com um portfólio de investimentos de mais de 2 bilhões de dólares, está monitorando a atividade de startups brasileiras há alguns meses, com visitas frequentes de seus representantes ao país. Mas os interessados não vêm apenas da América do Norte. Em agosto e setembro, o Brasil recebeu visitas de expedições de fundos da Inglaterra e da Holanda, além de alguns investidores chineses. De acordo com os empreendedores que mantiveram contato com eles, os asiáticos falam de cifras bem mais altas que os americanos.

“Todos os investidores com quem conversamos estão muito interessados no Brasil”, diz André Luiz Monteiro, um dos fundadores do Compra3, um site que oferece descontos progressivos quanto maior for o número de compradores. “A sensação é que eles veem no país a chance de repetir as histórias de crescimento explosivo que o mercado americano viu 15 anos atrás.” Em agosto, Monteiro e seu sócio Bruno Medeiros fizeram um périplo pelos Estados Unidos. Estiveram com representantes de alguns dos maiores investidores de risco do país e devem anunciar uma nova rodada de capitalização até o final do ano (a companhia já recebeu aportes que somam cerca de 2 milhões de reais). Assim como o Bookess, do jovem Marcos Passos, o Compra3 teve apoio dos investidores conhecidos como “anjos”, aqueles que investem numa startup nos seus primeiros momentos de vida. Essa é uma característica dessa nova onda: há mais dinheiro para companhias muito jovens. Ainda é pouco em comparação com os mercados desenvolvidos (estima-se que só em Nova York haja cerca de 6 000 anjos), mas é uma mudança fundamental.

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